Evento debate regras e modelagem da curricularização da extensão

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A partir de janeiro de 2023, as instituições de ensino superior (IES) brasileiras devem reservar, obrigatoriamente, 10% da carga horária total dos cursos de graduação para atividades extensionistas.

Apesar do prazo exíguo, as regras e a modelagem ideal da curriculalização da extensão ainda geram dúvidas entre os gestores acadêmicos.

Para esclarecer os principais pontos da resolução n° 7/2018, do Conselho Nacional de Educação (CNE), a DreamShaper realizou a mesa redonda “Curricularização da Extensão: como implementar de acordo com as necessidades da sua instituição”. O evento aconteceu na quinta-feira, dia 21 de julho, e contou com a presença dos seguintes especialistas:

  • João Borges, CEO da DreamShaper
  • Bruno Coimbra, assessor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)
  • Renata Perrenoud, co-fundadora da Inovatio Educação

A seguir, você confere um resumo da mesa redonda. O debate completo, com mais estratégias e soluções que as IES têm à disposição para adequar as atividades extensionistas à normativa do CNE, está disponível aqui:

 Desafios e oportunidades

Para o CEO da DreamShaper, João Borges, a curricularização da extensão representa um desafio e uma oportunidade para as IES brasileiras. Um desafio porque exige uma remodelação curricular em larga escala; e uma oportunidade para evoluir em um modelo de ensino mais adequado às necessidades e motivações dos alunos do século XXI. 

Para se ter uma ideia, segundo um estudo da ABMES, 62% dos alunos e 69% dos gestores de universidades privadas acreditam que os egressos saem preparados para o mercado de trabalho, mas apenas 39% dos empregadores acreditam nessa afirmação.

“Esses dados provam que há um desvio entre a expectativa do mercado de trabalho em termos de competências e preparo dos alunos e aquilo que as IES oferecem hoje”, afirma Borges. “A curricularização da extensão é a chance de materializar uma educação mais prática e conectada ao mundo real, onde há espaço para a autonomia do aluno”, completa. 

Aspectos regulatórios

O assessor jurídico da ABMES, Bruno Coimbra, apresentou quatro aspectos regulatórios da curricularização da extensão que geram apreensão entre os gestores acadêmicos. Esses aspectos da resolução n° 7/2018, do CNE, dizem respeito à carga horária, modalidade de ensino, modelos de parceria e formas de avaliação das atividades extensionistas.

Sobre a carga horária, o mínimo estipulado para a curricularização da extensão é 10% da carga horária total de todos os cursos. A porcentagem, entretanto, não incide sobre o mínimo regulatório de 3.600 horas. Ou seja, um curso com 4.200 horas, por exemplo, deve reservar 420 horas para a extensão.

Além disso, a resolução impõe uma atuação ativa das IES no estabelecimento de convênios que viabilizem o aprendizado na vida real. Entre os parceiros possíveis, estão empresas, órgãos públicos, atores da comunidade local e entidades de classe.

Segundo Coimbra, os avaliadores do Ministério da Educação (MEC) já estão solicitando informações sobre a curricularização da extensão durante visitas de autorização e reconhecimento de cursos, recredenciamento e transformação de faculdade em centro universitário.

“Instituições de ensino superior que estão esperando visitas in loco do MEC devem ter isso no radar. É vital ter convicção de como fazer ou já ter implementado a curricularização da extensão, pois o prazo de adequação às regras termina em 5 meses e não deve ser prorrogado”, diz. 

Modelagem curricular

Por fim, a co-fundadora da Inovatio Educação, Renata Perrenoud, destacou que a escolha da modelagem curricular da extensão depende do perfil de egresso da IES e dos documentos institucionais, como o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC). 

Do ponto de vista legal, as IES podem colocar os 10% em todas as disciplinas ou até mesmo criar componentes curriculares dedicados à extensão. Nesse sentido, uma das sugestões é utilizar os projetos integradores

“Esse é um caminho interessante porque traz a inovação de trabalhar um currículo por projetos e insere as competências de cada curso dentro dos projetos”, afirma Perrenoud. 

A modelagem deve levar em conta indicadores de avaliação de aprendizagem e de cumprimento da curricularização da extensão. Nesse caso, plataformas tecnológicas podem dar suporte para a construção de indicadores e, consequentemente, para sistematização dos resultados. 

Assim, conforme Perrenoud, a curricularização da extensão se torna uma saída para as IES atenderem às exigências das diretrizes curriculares nacionais (DCN´s) de diversos cursos, implementando metodologias inovadoras que garantam a aplicação prática dos conhecimentos teóricos.

Sobre a DreamShaper

A DreamShaper é uma EdTech especializada em Aprendizagem Baseada em Projeto que apoia Instituições de Ensino em mais de 20 países na implementação de metodologias ativas, por meio da sistematização do trabalho com projetos de forma inovadora e eficiente.

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