Entrevista: A curricularização da extensão e transformação digital no Grupo Tiradentes

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Com 50 anos de atuação no ensino superior, o Grupo Tiradentes não para de se reinventar. Recentemente, a instituição adotou a aprendizagem baseada em projeto (ABP ou PBL, na sigla em inglês) para garantir a curricularização da extensão. Além disso, passou por uma transformação digital que inseriu a tecnologia na captação de alunos, experiências de aprendizagem e no atendimento às regras do Ministério da Educação (MEC).

O diretor de operações acadêmicas do Grupo Tiradentes, Marcos Wandir Nery Lobão, ressalta que a pandemia acelerou os processos educacionais que estavam em curso. Com isso, quando a crise sanitária for superada, ele acredita que o mundo da educação não voltará a ser o mesmo.

“O interesse das pessoas por uma qualificação formal impulsiona as instituições a ampliar seu portfólio de cursos em diferentes modalidades, com o uso de metodologias ativas e disciplinas híbridas, a promover a formação continuada dos professores, utilizar ou desenvolver tecnologia e inovar em seus modelos de negócios”, afirma Lobão. 

Curricularização da extensão e a PBL

O Grupo Tiradentes está entre as instituições de ensino superior (IES) pioneiras na implementação da curricularização da extensão. Pelas regras, a partir de janeiro de 2023, 10% da carga horária total de todos os cursos deve ser reservada às atividades extensionistas. 

Entre outros desafios a serem enfrentados pelas IES, estão a acomodação dos conteúdos em novos componentes curriculares sem aumentar a carga horária, a capacitação de professores para a prática extensionista, o registro das atividades, a garantia da presencialidade em ações dos cursos EAD, a busca de parcerias com atores externos e a alteração de documentos como os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs). 

“Os desafios são inúmeros, mas servem de estímulo para atender a regulação e, mais profundamente, para promover uma ampla discussão no meio acadêmico e com a sociedade, para trabalharem juntos em prol das pessoas e dos territórios que habitam”, ressalta Lobão. 

Segundo o diretor de operações acadêmicas do Grupo Tiradentes, a curricularização da extensão reforça a indissociabilidade do tripé ensino, pesquisa e extensão, promovendo a troca de conhecimentos entre as IES e a sociedade. A medida ainda gera uma formação interdisciplinar e estimula o protagonismo estudantil

“Para a comunidade é importante que caiam os muros das IES, que sejam ouvidas suas demandas, que haja espaços de planejamento comum e que os projetos apontem para as soluções de problemas reais”, afirma. 

Para dar conta das demandas da curricularização da extensão, o Grupo Tiradentes inseriu, de forma intensiva, o PBL em todos os cursos das suas instituições de ensino superior. 

Optou-se por uma matrícula multidisciplinar. Nesse modelo, estudantes de diferentes cursos formam as turmas e as equipes dos projetos por afinidade de temas, comunidades e objetivos de desenvolvimento sustentáveis – sempre com a orientação de um professor. 

“A aprendizagem baseada em projeto é aplicada em todo o percurso formativo. As experiências extensionistas, a avaliação contínua por rubricas, por pares e a autoavaliação estimulam o protagonismo e a possibilidade de corrigir rumos e fortalecer a aprendizagem”, destaca Lobão. 

O papel da tecnologia

Para realizar a curricularização da extensão a partir de uma abordagem sistêmica, atingindo todos os cursos de graduação, o Grupo Tiradentes contou com o apoio da tecnologia da DreamShaper, que se integra facilmente com qualquer plataforma que as IES já utilizem.

A tecnologia é aliada, por exemplo, na aplicação dos planos de ensino, na adoção da aprendizagem baseada em projeto, na interação entre orientador e estudante, no estímulo à criatividade dos alunos, no desenvolvimento da atividade extensionista junto às comunidades, nos feedbacks e na avaliação contínua do orientador em cada etapa programada.

Além disso, no contexto de transformação digital, o Grupo Tiradentes conta com plataformas que ajudam na captação de alunos e na gestão acadêmica de aspectos financeiros, administrativos e pedagógicos. Isso sem falar no ambiente virtual de aprendizagem (AVA), nas bibliotecas virtuais e no atendimento às regulações do MEC. 

“Tivemos que montar todo um ecossistema de ferramentas integradas para atender às demandas por uma formação de nível superior”, completa Lobão. 

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