ODS da ONU: como a Aprendizagem Baseada em Projeto torna o mundo melhor

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no google
Google+
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

É importante que crianças e jovens se desenvolvam a ponto de criar um mundo melhor, mais responsável e sustentável. Mas como alcançar esse ideal? A Aprendizagem Baseada em Projeto é um bom caminho para isso. 

Conhecida também pelas siglas ABP e PBL, a Aprendizagem Baseada em Projeto é uma metodologia ativa que oferece aos alunos a oportunidade de identificar problemas reais e agir de maneira ativa e colaborativa em busca de uma solução. 

Nesse sentido, um bom ponto de partida podem ser as 17 metas integradas da ONU (Organização das Nações Unidas). Essas metas são conhecidas como ODS – sigla para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (em inglês, Sustainable Development Goals).

Criado em 2015, os ODS constituem um ambicioso plano de ação para acabar com a desigualdade social, proteger o planeta e garantir a paz e a prosperidade de todos. De maneira geral, a ideia é enfrentar os maiores problemas do mundo até 2030. 

Os 17 ODS da ONU são:

  1. Erradicação da pobreza;
  2. Fome zero;
  3. Boa saúde e bem-estar;
  4. Educação de qualidade;
  5. Igualdade de gênero;
  6. Água limpa e saneamento;
  7. Energia acessível e limpa;
  8. Emprego digno e crescimento econômico;
  9. Indústria, inovação e infraestrutura;
  10. Redução das desigualdades;
  11. Cidades e comunidades sustentáveis;
  12. Consumo e produção responsáveis;
  13. Combate às alterações climáticas;
  14. Vida debaixo d’água;
  15. Vida sobre a Terra;
  16. Paz, justiça e instituições fortes;
  17. Parcerias em prol das metas.

ODS na educação

A ONU incentiva que toda a sociedade busque alcançar os ODS. Por sociedade entende-se governos e empresas, bem como escolas e universidades. 

No meio educacional, porém, os ODS ainda são pouco explorados. O que é um desperdício. Afinal, devido a sua universalidade, os ODS da ONU podem ser grandes aliados e excelentes norteadores de projetos e programas da comunidade escolar. 

De fato, todos saem ganhando. Segundo um estudo do British Council, os ODS ajudam no desenvolvimento moral e mental dos estudantes, deixando-os mais motivados. Também turbinam suas habilidades acadêmicas e os tornam mais competitivos no mercado de trabalho (quando saem da escola).

Para os professores, têm o estímulo de ensinar material novo. Isso pode impulsionar seu desenvolvimento profissional, especialmente se liderar um programa sobre os ODS. Para as escolas, há uma influência positiva em sua comunidade. 

As vantagens são claras. Mas por onde começar? As escolas podem oferecer aulas e atividades específicas para fazer os alunos conhecerem os ODS e a importância deles para um mundo melhor. Também é possível criar linhas de pesquisa alinhadas aos objetivos, que incentivem a produção científica a partir de problemas que ainda carecem de soluções. 

Seja como for, cabe destacar que os ODS não devem ser pensados e trabalhados de forma isolada. Pelo contrário, devem se complementar, potencializando a interdisciplinaridade, pensamento complexo e visão sistêmica dos projetos e práticas pedagógicas. 

ODS na Aprendizagem Baseada em Projeto

Como mencionado, uma ótima forma de trabalhar os ODS em sala de aula é com a Aprendizagem Baseada em Projeto (ABP ou PBL, na sigla em inglês). Inclusive, caso a escola já tenha projetos em andamento que se relacionam com os desafios propostos pela ONU, é possível fazer uma conexão entre os temas e aproveitar o trabalho feito anteriormente.

Um exemplo vem da turma do 8º ano do Colégio Nacional, de Uberlândia (MG). Os alunos se basearam nos objetivos 2 e 13 dos ODS (fome zero e combate às alterações climáticas) para criar um projeto que busca entender como a mudança climática no Brasil pode influenciar na fome. 

O trabalho expõe as causas climáticas que influenciam na falta de alimentos no país, como a chuva e a seca. Também explora as consequências dessas mudanças climáticas na alimentação dos brasileiros de baixa renda, moradores de rua e agricultores. 

No projeto, os alunos também desenvolvem formas de conscientizar a comunidade sobre a influência das mudanças climáticas na alimentação dos brasileiros. Eles utilizam as redes sociais para influenciar as pessoas a participarem de ONGs que ajudam a combater a fome e o agravamento dos problemas climáticos.

À semelhança dos mineiros, mas trabalhando com objetivo 10 (redução da desigualdade), os alunos do 9º ano do colégio Rio Branco, em São Paulo (SP), utilizaram a PBL em um trabalho que buscou entender como a pandemia de covid-19 agravou a vida dos moradores de rua. 

O grupo visitou as ruas da cidade de São Paulo e de Cotia (SP). Constatou-se que a falta de recursos de higiene e cuidados pessoais tornam os moradores de rua mais vulneráveis ao vírus. Dessa forma, por meio de um projeto escolar, os alunos entenderam a importância de dar atenção à população carente, propondo soluções para um mundo mais justo e igualitário. 

 

Sobre a DreamShaper

A DreamShaper é uma EdTech que oferece às instituições de ensino, professores e alunos a nível mundial, soluções para implementar Metodologias Ativas de modo simples e eficaz, com foco em Aprendizagem Baseada em Projeto.

Clique para saber mais sobre a DreamShaper.  

COMENTARIOS