Como os gestores acadêmicos transformaram os desafios da pandemia em aprendizados

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Quando a pandemia de covid-19 eclodiu no Brasil, em março de 2020, os gestores acadêmicos se depararam com uma série de desafios.

Em pouco tempo, foi preciso levar as aulas para o ambiente digital, garantir a realização de atividades práticas, aliviar a crise financeira causada pela evasão e preparar os professores para as aulas online. 

Passados dois anos, a crise sanitária começa a ficar para trás. Quase 170 milhões de brasileiros – 84% da população acima de 5 anos – possuem o esquema vacinal completo. Paralelamente ao avanço da vacinação, caem os números de casos e mortes pelo coronavírus. Com isso, as instituições de ensino superior (IES) planejam o futuro pós-pandemia. 

Nesse meio tempo, o esforço de migração para o online abriu as portas das universidades para a educação a distância (EAD) e o ensino híbrido. Já a necessidade de encontrar plataformas digitais mostrou a potência das tecnologias educacionais. E esses são apenas dois exemplos de como os gestores acadêmicos transformaram os desafios de outrora em aprendizados.

3 desafios da pandemia e seus aprendizados

A seguir, o blog da DreamShaper detalha quatro lições da pandemia. Os casos abaixo mostram como gestores acadêmicos e suas IES tiveram resiliência para superar as dificuldades do período de isolamento social e como, a partir disso, criaram um novo cenário da educação superior brasileira. 

Desafio 1: Migrar as aulas para o online

Não há dúvida que o primeiro desafio da pandemia foi garantir a continuidade das aulas mesmo em uma situação de isolamento social. Hoje, tudo pode parecer mais simples. Mas, há dois, a maioria das IES não possuía ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) robustos o suficiente para migrar todas as turmas do ensino presencial para as aulas online. 

Aprendizado 1: Ensino híbrido veio pra ficar

Apesar dos entraves, como a falta de conectividade em algumas regiões, os gestores acadêmicos deram conta do recado. Mais do que isso, perceberam, junto com professores e alunos, que fazia mais sentido manter boa parte da grade curricular funcionando no online. Dessa maneira, os encontros presenciais ficariam reservados para atividades mais significativas.

Foi assim que o ensino híbrido despontou como uma das principais tendências do ensino superior pós-pandemia. Hoje, a modalidade que mescla o melhor do presencial com o melhor do online é a preferida entre os alunos. E a aplicação de estratégias como os quadrantes híbridos envolve IES, edtechs e entidades do setor, em um esforço conjunto de amadurecimento. 

Desafio 2: Ajudar a comunidade a vencer a pandemia

Ao mesmo tempo que lidavam com a necessidade de manter a aprendizagem, as IES não esqueceram de seu papel social. Era preciso apoiar suas comunidades na luta contra a doença, o que aconteceu de diversas maneiras: através da pesquisa, da oferta de atendimento em clínicas e hospitais universitários e da conscientização da população sobre os cuidados sanitários.

Aprendizado 2: Extensão derruba os muros da academia

A curricularização da extensão – que obriga a oferta de 10% da carga horária dos cursos para atividades extensionistas – tem suas origens em uma portaria de 2018. Entretanto, foi durante a pandemia que a extensão ganhou força dentro do tripé acadêmico ao lado do ensino e da pesquisa, derrubando os muros entre universidades e sociedade. 

Agora, IES como o Grupo Tiradentes, a Faculdade Única e o Ecossistema Brasília Educacional utilizam metodologias ativas, como a Aprendizagem Baseada em Projeto (ABP ou PBL, na sigla em inglês), para resolver problemas da comunidade, conectar seus alunos com o mercado de trabalho e desenvolver habilidades socioemocionais. 

Desafio 3: Falta de cultura digital dos professores

Quase 90% dos docentes não tinham experiência com aulas remotas antes da pandemia, segundo um levantamento realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Esse dado evidencia a falta de cultura digital dos professores, o que se tornou um problema grave quando todo o ensino superior migrou para as aulas online. 

Aprendizado 3: Formação continuada para docentes

Nesse caso, os coordenadores entenderam a importância de ofertar formação continuada para os docentes – especialmente, em áreas como cultura digital e metodologias ativas. Virou papel das IES vencer a resistência dos professores às novas metodologias e tecnologias educacionais, preparando-os para uma nova era na prática docente

A Cruzeiro do Sul, por exemplo, criou uma comunidade interna de boas práticas pedagógicas para a formação docente, como contou o gerente de tecnologia educacional da IES, Marcos Ota, em webinar realizado pela DreamShaper durante a pandemia. “A nossa missão como educadores é não deixar de se reinventar”, afirmou Ota na ocasião. 

Sobre a DreamShaper

A DreamShaper é uma EdTech especializada em Aprendizagem Baseada em Projeto que apoia Instituições de Ensino em mais de 20 países na implementação de metodologias ativas, por meio da sistematização do trabalho com projetos de forma inovadora e eficiente.

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