O desafio da formação de professores para aplicação da PBL

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no google
Google+
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

A Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP ou PBL, na sigla em inglês) transforma o papel do professor

Ele sai da zona de conforto da sua disciplina. Passa a fazer uma avaliação que privilegia a prática, desenvolve um perfil de orientador, ressignifica os espaços de aprendizagem – entre muitas outras alterações significativas da prática docente. É por isso que um dos principais desafios na aplicação da PBL é a formação de professores.  

Segundo Renata Perrenoud, que é diretora da Inovatio Educação, o professor acostumado ao modelo expositivo tradicional tem que entender que há uma revolução em curso. O mercado de trabalho demanda profissionais dinâmicos e dotados de uma série de competências socioemocionais. E as aulas expositivas já se mostraram limitadas para atender ao cenário do século 21, que exige um novo jeito de lecionar.

dreamshaper pbl professor

“A mudança de mindset passa pela capacitação técnica dos docentes, pois muitas vezes eles se sentem inseguros para aplicar novidades metodológicas”, destaca Perrenoud, que é fellow na Universidade de Harvard, atuando com implementação da aprendizagem ativa. “Também é fundamental um suporte de acompanhamento que dê segurança para o professor mudar sua atuação em sala de aula”, completa.  

No Brasil, conforme Perrenoud, a inserção obrigatória de projetos de extensão no currículo de todos os cursos de graduação pode ser um catalisador da atualização dos professores do ensino superior.  Já no ensino básico, o mesmo impulso pode ser dado pelas propostas de projeto de vida e itinerários formativos contempladas no Novo Ensino Médio.  

Capacitação e atualização na PBL

A formação de um contingente de professores preparados para trabalhar com a PBL requer ações em duas frentes. A primeira é no próprio ensino superior, onde as instituições devem investir continuamente em cursos, oficinas, palestras, entre outros treinamentos voltados às metodologias ativas. 

Na outra frente, a missão é dos cursos de Pedagogia e Licenciatura responsáveis por formar os futuros profissionais das escolas. Graduações dessas áreas necessitam de inovações curriculares e metodológicas que coloquem os alunos em contato com a prática e abordem o funcionamento das metodologias ativas desde os primeiros semestres.  

É o que defende o professor José Moran, um dos mais respeitados pesquisadores brasileiros de projetos inovadores na educação. Para ele, os futuros professores aprendem melhor quando colocados no lugar dos estudantes. Ou seja, experimentando técnicas que utilizarão mais tarde na posição de docentes. 

“Cursos presenciais e a distância precisam ser mais ousados, trabalhar com modelos híbridos, metodologias ativas, focados em projetos e com intensa experimentação e reflexão”, afirma Moran em artigo sobre a formação de docentes. “Parte das atividades podem ser feitas online, parte em sala de aula e parte em espaços reais profissionais desde o começo (do curso), não só no estágio final”, escreve. 

Caminhos da capacitação em metodologias ativas

Obviamente, qualquer formação de professores para a aplicação da PBL passa pela elucidação das características da metodologia e as técnicas pedagógicas relacionadas a ela. Além disso, segundo Perrenoud, as capacitações podem contemplar os seguintes tópicos:

  • Estruturação de aulas
  • Construção de currículos 
  • Uso de espaços diferenciados para a aprendizagem
  • Trabalho com competências
  • Gestão do tempo
  • Acompanhamento de projetos
  • Trabalho em equipe
  • Liderança para conduzir e mentorear o aluno 

Por fim, mais um ponto indispensável diz respeito às formas de avaliação. Aqui, entra a importância do entendimento de mecanismos de feedback e o uso de rubricas para avaliar o produto final dos projetos, assim como o engajamento e a participação dos alunos durante todo o processo. 

“Não dá para iniciar a implementação da PBL e manter as provas tradicionais”, alerta Perrenoud. “Os professores precisam conhecer modelos de avaliação formativa, contínua e processual, sabendo quais competências serão avaliadas.” 

 

Sobre a DreamShaper   

Para aproveitar o melhor da PBL, conheça a DreamShaper – uma ferramenta digital especializada em Aprendizagem Baseada em Projetos. Ele fornece a escolas e universidades projetos pré-definidos que incluem desafios, atividades e problemas autênticos em áreas como pesquisa, empreendedorismo, cidadania e carreira – sempre com a possibilidade de personalizar o conteúdo às necessidades do aluno. Além de ajudar o estudante a desenvolver as habilidades mais importantes do século 21, a DreamShaper poupa o tempo do professor, que não precisa planejar os conceitos e aplicações dos projetos. Por incluir as metodologias prontas a utilizar, a DreamShaper permite que o professor se concentre em quem mais importa: o aluno.  

 

Clique para saber mais sobre a DreamShaper.  

Para agendar uma demonstração da plataforma, entre em contato pelo formulário.  

COMENTARIOS