Websérie DreamShaper episódio 3: Disciplinas Eletivas e Projetos de Vida

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A websérie Novo Ensino Médio chegou ao fim na terça-feira, 31 de agosto.

Em seu terceiro e último episódio, os participantes discutiram sobre dois conceitos fundamentais para a reforma: disciplinas eletivas e projetos de vida. Na ocasião, também foram apresentadas formas de implementá-los. 

Disponível no canal da DreamShaper no Youtube, o episódio foi mediado pelo diretor de operações pedagógicas da DreamShaper no Brasil, Felipe Rodrigues. Os convidados foram:

  • Ana Barduchi, gerente pedagógica na Saber Educação;
  • Téo Sidarta, professor e coordenador de projetos pedagógicos no Colégio Objetivo da Baixada Santista;
  • Valéria Souza, supervisora de ensino da Rede Estadual Paulista.

A websérie DreamShaper Novo Ensino Médio teve o apoio da iScholar, Genially, Melhor Escola e Instituto Singularidades.

Ao todo, foram três episódios em que especialistas educacionais compartilharam conhecimentos e experiências essenciais para quem quer saber tudo sobre essa reforma tão importante para o futuro da educação brasileira.  

Confira, abaixo, os destaques do último encontro.

A construção das disciplinas eletivas

A supervisora de ensino da Rede Estadual Paulista, Valéria Souza, mostrou como São Paulo implementou as disciplinas eletivas muito antes da chegada do Novo Ensino Médio. Há 11 anos, o sistema de ensino integral paulista foi pioneiro ao inseri-las no currículo. 

Em um primeiro momento, a ideia era que as escolas recebessem ementas prontas para as disciplinas. Uma mudança de rota, entretanto, deu autonomia aos professores e estudantes na construção das eletivas. O resultado não poderia ter sido melhor.

“Nesse período, floresceram eletivas muito melhores daquelas que poderíamos entregar como modelo pronto. Isso graças ao trabalho coletivo e criativo de estudantes e professores, o que gerou um arcabouço enorme de iniciativas”, ressaltou Souza. 

Hoje, mais de 3.500 escolas da Rede Estadual Paulista oferecem eletivas. As disciplinas precisam seguir apenas três regras: serem interdisciplinares; atreladas às competências do currículo; e passíveis de escolha pelo aluno. 

A gerente pedagógica na Saber Educação, Ana Barduchi, destacou que os quatro eixos estruturantes que servem de base para os itinerários formativos também apontam caminhos para a construção das eletivas. São eles: investigação científica; processos criativos; mediação e intervenção cultural; e empreendedorismo

“As eletivas devem permitir a ampliação da cidadania, da visão de mundo e das competências socioemocionais, além de conectar diferentes áreas”, explicou Barduchi. 

O papel dos projetos de vida

O professor e coordenador de projetos pedagógicos no Colégio Objetivo da Baixada Santista, Téo Sidarta, iniciou sua fala lembrando que, conforme o Fórum Econômico Mundial, um bilhão de empregos serão transformados pela tecnologia até 2030. 

“Quem ingressar no ensino médio em 2022 vai entrar no mercado de trabalho em 2030. Ou seja, estamos formando os profissionais do futuro”, disse. “A questão é como podemos olhar para o Novo Ensino Médio e criar mecanismos para que sala de aula seja significativa para o resto da vida do aluno?”. 

Parte da resposta está no projeto de vida – que deve fazer parte da carga horária dos itinerários formativos. Seu papel é provocar reflexões relevantes para a construção do que o aluno deseja ser no âmbito pessoal e profissional. Isso passa por estimular a curiosidade e naturalizar a possibilidade de erro, segundo Sidarta. 

Além disso, o projeto de vida não deveria ser visto como exclusividade de um componente curricular, disciplina ou até mesmo do ensino médio. Trata-se de um conceito que precisa permear todos os níveis da educação básica. 

“É necessário coerência entre todas as etapas dessa trajetória, para que o aluno chegue no ensino médio mais amadurecido na sua capacidade de tomada de decisão”, completou Barduchi.

Como bem lembrou a gerente pedagógica na Saber Educação, o projeto de vida não pertence a escola e tampouco aos professores. “O projeto de vida é do aluno”. 

Sobre a DreamShaper

A DreamShaper é uma EdTech que oferece às instituições de ensino, professores e alunos a nível mundial, soluções para implementar Metodologias Ativas de modo simples e eficaz, com foco em Aprendizagem Baseada em Projeto.

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