Websérie DreamShaper episódio 2: Criação de Itinerários Formativos

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O segundo episódio da websérie Novo Ensino Médio tratou de um dos principais desafios impostos pela reforma às escolas brasileiras: a criação e implementação dos itinerários formativos.

Pelas regras, estes componentes personalizáveis do currículo devem ocupar 40% da carga horária. Disponível no canal da DreamShaper no Youtube, o episódio foi mediado pelo diretor de operações pedagógicas da DreamShaper no Brasil, Felipe Rodrigues, e contou com os seguintes convidados:

  • Alexandre Mattioli, diretor editorial para educação básica e ensino superior na Pearson Education do Brasil;
  • Renata Stort, assistente de direção e professora de filosofia na Escola Stagium;
  • Sandra Tonidandel, diretora pedagógica do ensino fundamental II e do ensino médio do colégio Dante Alighieri. 

A websérie DreamShaper Novo Ensino Médio tem o apoio da iScholar, Genially, Melhor Escola e Instituto Singularidades.

No total são três episódios em que especialistas educacionais compartilham conhecimentos e experiências essenciais para quem quer saber tudo sobre essa reforma tão importante para o futuro da educação brasileira. 

Confira, abaixo, um resumo do segundo encontro. 

Itinerários formativos: um conceito amplo

O diretor editorial para educação básica e ensino superior na Pearson Education do Brasil, Alexandre Mattioli, trouxe a experiência dos sistemas de ensino para a conversa. Ele começou lembrando que os itinerários formativos são um conceito amplo. 

“Se observarmos 100 escolas, provavelmente encontraremos 100 maneiras diferentes de criar e implementar os itinerários formativos”, destacou. “Pode ser um conjunto de disciplinas, projetos, núcleos de estudo, entre outras situações”. 

Além disso, os itinerários formativos podem ser organizados por um viés acadêmico, com foco nas disciplinas das quatro grandes áreas, ou através de quatro eixos estruturantes – investigação científica, empreendedorismo, mediação e intervenção sociocultural e processos criativos. 

Segundo Mattioli, trata-se de uma oportunidade para as escolas trabalharem com diferentes metodologias de ensino. Sem deixar de lado os componentes curriculares tradicionais, mais alinhados às necessidades atuais do Enem e dos vestibulares. 

“As escolas que estão preocupadas com a adição de carga horária devem olhar para os projetos que elas já fazem hoje e que podem ser adaptados aos itinerários formativos”, disse. “Mas não basta registrá-los. É preciso definir suas etapas, objetivos, conteúdos, atividades, carga horária e formas de avaliação e acompanhamento.” 

A importância da participação de alunos e professores

Para a assistente de direção e professora de filosofia da Escola Stagium, Renata Stort, não adianta criar itinerários de qualidade sem preparar os estudantes para aproveitá-los de maneira significativa. 

“Meu convite é para que as escolas reflitam sobre as experiências que acontecem desde a educação infantil e que antecedem o itinerário formativo”, provocou. “Em que momentos os alunos são incentivados a ter pensamento crítico para que as suas escolhas sejam conscientes?” 

O questionamento de Stort deriva do fato de que os próprios alunos são os responsáveis por escolher quais itinerários formativos pretendem cursar. Cabe às escolas oferecer no mínimo duas opções. 

“O protagonismo do estudante deve ser o ponto de partida na criação dos itinerários formativos”, apontou. “A escola precisa aprender sobre protagonismo observando o que traz paixão e entusiasmo aos alunos”.  

Complementarmente, a diretora pedagógica do colégio Dante Alighieri, Sandra Tonidandel, ressaltou o papel dos professores neste processo. 

“A chave para articular áreas do conhecimento, conteúdos, habilidades e projetos são os professores”, afirmou. “Eles conhecem os alunos e podem garantir uma formação básica forte ao mesmo tempo que desenvolvem competências”. 

No colégio Dante Alighieri, os docentes foram convidados a participar ao lado de gestores e diretores dos comitês de liderança responsáveis pela estruturação dos itinerários formativos. O trabalho começou em 2019. 

“Olhamos para a cultura da escola e da comunidade; saberes e práticas de professores e coordenadores; e desejos e caminhos dos alunos” resumiu. “Tudo com um norte alinhado ao projeto pedagógico da escola”.

Sobre a DreamShaper

A DreamShaper é uma EdTech que oferece às instituições de ensino, professores e alunos a nível mundial, soluções para implementar Metodologias Ativas de modo simples e eficaz, com foco em Aprendizagem Baseada em Projeto.

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