Por que sua IES deve potencializar as competências exigidas pelo mercado de trabalho

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De acordo com uma pesquisa realizada pela OCDE, a remuneração média do brasileiro diplomado, por exemplo, é duas vezes maior ( 144% superior) da de quem apenas concluiu o ensino médio.

Naturalmente, esse é um bom argumento de venda para as faculdades e universidades. A questão é que, já faz tempo, os recrutadores não pedem só diploma e comprovação de domínio de habilidades técnicas. Eles também estão considerando as competências socioemocionais – as tão famosas soft skills. Quais são essas competências e qual é a importância delas no mercado de trabalho? 

Boa parte delas está no relatório The Future of Jobs, divulgado em 2020 pelo Fórum Econômico Mundial. O estudo mapeou dez habilidades que estarão em alta no mercado de trabalho até 2025. Aqui estão elas:

  1. Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem;
  2. Criatividade, originalidade e iniciativa;
  3. Inteligência emocional;
  4. Liderança e influência social;
  5. Pensamento analítico e inovação;
  6. Pensamento e análise críticos;
  7. Projeto e programação de tecnologia;
  8. Raciocínio, resolução de problemas e ideação;
  9. Resiliência, resistência ao estresse e flexibilidade;
  10. Solução de problemas complexos.

Agora, pergunte-se: o atual modelo de ensino, majoritariamente centrado no conteúdo e em aulas expositivas, está de fato preparando os alunos para os desafios do século XXI ou para o futuro profissional dos alunos?

Segundo uma pesquisa realizada pela McKinsey, 60% das atuais atividades de trabalho são tecnicamente automatizáveis e apenas 31% dos líderes e gestores empresariais consideram a formação universitária adequada às demandas do mercado produtivo.

Sem um currículo inovador que possibilite o desenvolvimento das novas competências exigidas pelo mercado profissional, a empregabilidade e a trabalhabilidade podem ficar comprometidas. Por isso, urge a necessidade das Instituições de Ensino Superior revolucionarem sua forma de ensinar.

Metodologias ativas para desenvolver soft skills

As competências socioemocionais, muitas vezes, são inatas –fazem parte da personalidade do aluno. Mas também é possível desenvolvê-las através do uso de metodologias ativas como a Sala de Aula Invertida e a Aprendizagem Baseada em Projeto (ABP ou PBL, na sigla em inglês). 

A metodologia de Aprendizagem Baseada em Projeto é bastante promissora. Em vez do ato mecânico de anotar a aula expositiva do professor, alunos do ensino superior (e também do ensino fundamental e médio) são estimulados a se envolverem em desafios simulados ou mesmo problemas reais da comunidade e, principalmente, a proporem soluções para estes desafios.

Nesse processo, os alunos ganham autonomia para pensar e agir. Tornam-se aprendizes ativos, autogerenciados, dotados de inteligência emocional, poder de liderança, pensamento analítico e tantas outras competências socioemocionais exigidas pelo mercado de trabalho.

Nos últimos anos, o PBL ganhou relevância a partir da revisão das diretrizes curriculares de diversos cursos no Ensino Superior e também com a proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com o Novo Ensino Médio que cada vez mais coloca em foco o desenvolvimento de competências e o protagonismo dos alunos.

Mas, na prática, a metodologia de aprendizagem baseada em projetos se aplica a qualquer disciplina, da educação básica ao ensino superior, e está ao alcance de todo professor que espera oferecer uma educação inovadora, engajante e, acima de tudo, eficaz.

Cabe lembrar também que, especialmente no ensino superior, há outra vantagem: o PBL é perfeito para cumprir as exigências da chamada curricularização da extensão. A norma prevê no mínimo 10% da carga horária total dos cursos de graduação destinada a atividades extensionistas. A mudança tem o objetivo de garantir que todos os alunos tenham experiências práticas vinculadas ao mundo real antes da formatura. Tudo a ver com o PBL. Tudo a ver com a educação do século 21. 

Sobre a DreamShaper

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