Por que estimular o protagonismo do aluno na escola?

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Na educação, as primeiras décadas do século XXI ficaram marcadas pelo esgotamento do modelo de ensino tradicional.

A mera transmissão de conteúdo do professor para o aluno passivo perdeu espaço em escolas e universidades. No lugar, emergiram propostas pedagógicas inovadoras, como as metodologias ativas, que estimulam o protagonismo em sala de aula. 

É o caso, por exemplo, da aprendizagem baseada em projeto (ABP ou PBL, na sigla em inglês). No PBL, o estudante desenvolve a autonomia durante todo o processo de aprendizagem. Assim, o conhecimento é construído de maneira conjunta e aplicado na prática para resolver problemas da sociedade. Ao contrário das aulas expositivas, onde a retenção do conhecimento costuma ser temporária. 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em vigor no Brasil desde 2018, abraçou essa transformação. Para se ter uma ideia, as palavras “protagonismo” e “protagonista” aparecem 66 vezes no documento que norteia a construção dos currículos das escolas brasileiras. Os termos são presença constante tanto na descrição das competências gerais como na das competências específicas de cada disciplina. 

O estímulo ao protagonismo é visto pela BNCC como uma obrigação. “Garantir o protagonismo dos estudantes em sua aprendizagem e o desenvolvimento de suas capacidades de abstração, reflexão, interpretação, proposição e ação, essenciais à sua autonomia pessoal, profissional, intelectual e política”, reforça o documento em trecho dedicado aos compromissos das escolas com a população jovem.

Três motivos para estimular o protagonismo

Além de cumprir a BNCC, há uma série de motivos para as escolas colocarem os estudantes no centro do processo de aprendizagem. Levando em conta o contexto do Novo Ensino Médio e as transformações sociais e trabalhistas do século XXI, é possível citar ao menos três razões, conforme abaixo:

1) Preparação para os itinerários formativos

No Novo Ensino Médio, 40% da carga horária total será ocupada pelos itinerários formativos. As escolas devem oferecer ao menos dois componentes curriculares desse tipo, deixando que os alunos optem por aqueles que desejam cursar. E a preparação para escolher os itinerários formativos exige estímulo ao protagonismo desde as séries iniciais. 

Inclusive, durante uma websérie da DreamShaper sobre o tema, especialistas em educação destacaram que o protagonismo do aluno é o ponto de partida para a criação dos itinerários formativos. Isso significa que as instituições precisam observar quais atividades e temáticas entusiasmam as novas gerações para mantê-las engajadas em sala de aula. 

2) Construção dos Projetos de Vida

O Projeto de Vida é outro elemento central do Novo Ensino Médio. Seu objetivo é desenvolver aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais para ensinar os jovens a tomar decisões conscientes, planejando os próximos passos das suas jornadas pessoais e profissionais. Nesse cenário, adquirir autonomia é indispensável. 

Mais uma vez, tudo depende de o aluno ter um papel central em todas as etapas do processo de aprendizagem. “O protagonismo e a autoria estimulados no Ensino Fundamental traduzem-se, no Ensino Médio, como suporte para a construção e viabilização do projeto de vida dos estudantes, eixo central em torno do qual a escola pode organizar suas práticas”, reforça o texto da BNCC. 

3) Desenvolvimento de competências socioemocionais

Relevantes tanto na vida em sociedade como para conquistar uma vaga no mercado de trabalho, as competências socioemocionais são decisivas para o futuro dos jovens. O estímulo ao protagonismo – presente nas atividades das metodologias ativas – são fundamentais para o desenvolvimento dessas habilidades. 

Ou seja, a autonomia do aluno facilita a conquista de soft skills, como pensamento crítico, pensamento analítico, criatividade, comunicação, trabalho em equipe, e resiliência. O PBL, por exemplo, faz isso ao empregar elementos de observação, pesquisa, investigação e curiosidade para resolver problemas reais da comunidade. 

Sobre a DreamShaper

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