Modelagem curricular no ensino superior: desafios, princípios e novidades

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Os currículos dos cursos de ensino superior precisam acompanhar as mudanças da sociedade e as necessidades dos alunos.

Mantê-los atualizados e adaptados às exigências da legislação é, portanto, um dos principais desafios dos gestores acadêmicos.

As instituições de ensino superior (IES) têm autonomia para montar seus currículos. Entretanto, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN´s) funcionam como documentos balizadoras da modelagem curricular – elas estabelecem parâmetros e garantem a equidade do ensino. 

Entre os objetivos das DCN´s, estão a construção de currículos orientados para o desenvolvimento de competências, a articulação entre teoria e prática e a formação generalista. Assim, independente da IES, os alunos de um mesmo curso terão acesso aos mesmos conteúdos e habilidades básicas. 

Princípios das DCN´s

As Diretrizes Curriculares Nacionais são específicas para cada curso, mas possuem alguns princípios comuns. De maneira geral, esses princípios podem ser divididos em três vertentes: éticos, políticos e estéticos. 

  • Princípios Éticos: visam a formação de alunos autônomos, responsáveis, solidários e respeitosos ao bem-comum, o que envolve o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como trabalho em equipe e resolução de problemas.
  • Princípios políticos: visam o exercício da criticidade e o respeito à ordem democrática e aos direitos e deveres de cidadania, o que envolve a oferta de atividades que estimulem a igualdade, a justiça e o pensamento crítico nos alunos.
  • Princípios estéticos: visam a sensibilidade, a criatividade e a diversidade de manifestações culturais e artísticas, o que envolve a oferta de atividades que estimulem a criatividade e o contato com a diversidade. modelagem curricular dreamshaper

Nesse sentido, o parecer nº 776/97, do Conselho Nacional de Educação (CNE) apresenta oito princípios para a formulação das DCN´s dos cursos superiores no Brasil: 

1) Assegurar às IES ampla liberdade na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos, assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas; 

2) Indicar os tópicos ou campos de estudo e demais experiências de ensino e aprendizagem que comporão os currículos, evitando ao máximo a fixação de conteúdos específicos com cargas horárias pré-determinadas, as quais não poderão exceder 50% da carga horária total dos cursos; 

3) Evitar o prolongamento desnecessário da duração dos cursos de graduação; 

4) Incentivar uma sólida formação geral, necessária para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento, permitindo variados tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa; 

5) Estimular práticas de estudo independente, visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno; 

6) Encorajar o reconhecimento de conhecimentos, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar, inclusive as que se referiram à experiência profissional julgada relevante para a área de formação considerada; 

7) Fortalecer a articulação da teoria com a prática, valorizando a pesquisa individual e coletiva, assim como os estágios e a participação em atividades de extensão; 

8) Incluir orientações para a condução de avaliações periódicas que utilizem instrumentos variados e sirvam para informar a docentes e a discentes acerca do desenvolvimento das atividades didáticas.

Novidades no currículo

Recentemente, diversas graduações tiveram mudanças nas suas diretrizes curriculares. Entre elas, Administração, Arquitetura e Urbanismo, Direito, Medicina e Engenharia. Para saber os detalhes das DCN´s de cada curso, basta acessar o este link do portal do Ministério da Educação (MEC).

Além disso, a partir de 2023, as IES devem se adaptar à curricularização da extensão. Com essa novidade, os currículos de todos os cursos de graduação são obrigados a reservar 10% da carga horária total para atividades extensionistas, conectando a academia, a comunidade e o mercado de trabalho.

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