Investimento em educação 4.0 pode gerar US$ 2,5 trilhões em produtividade, diz Fórum Econômico Mundial

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O investimento em habilidades socioemocionais decisivas para o futuro, como solução colaborativa de problemas, pode adicionar US$ 2,5 trilhões em produtividade na economia global.

Essa é uma das conclusões do relatório “Catalysing Education 4.0” (Catalisando a Educação 4.0, em tradução livre), publicado, em maio de 2022, pelo Fórum Econômico Mundial.

Segundo o estudo, que contou com a participação de especialistas em educação oriundos dos setores público e privado, há uma janela de oportunidades em aberto para investir na educação 4.0. Isso passa, por exemplo, por uma remodelagem nos sistemas de ensino que coloque o aluno no centro do processo de aprendizagem

Se as circunstâncias forem aproveitadas, será possível responder a dois desafios: o aprofundamento das desigualdades e a rápida transformação causada pela tecnologia no mundo do trabalho. Além disso, trata-se de uma chance para mitigar os efeitos da pandemia de covid-19, quando 1,6 bilhões de crianças e jovens foram impactados pelo fechamento de escolas. 

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O tamanho do desafio

O desafio não é pequeno. Conforme o Fórum Econômico Mundial, o fechamento das instituições de ensino durante a pandemia levou a uma perda escolar de mais de meio ano, em média. No futuro, os efeitos da crise sanitária podem causar um declínio de 3,9% na renda vitalícia dos jovens e a uma perda de até US$ 17 trilhões em todo o mundo. 

Tudo isso em um cenário de baixo investimento educacional. Especialmente em economias em desenvolvimento, o setor está atraindo pouco capital privado, de financiamento misto e de instituições financeiras multilaterais. Em 2020, a educação respondeu por cerca de 6% do Produto Interno Bruno (PIB) global, mas captou apenas cerca de US$ 300 bilhões. 

Para se ter uma ideia, o valor representa menos de um décimo do investimento recebido pelo setor de saúde, que possui importância e tamanho similares. Os gastos de US$ 1,5 bilhão no objetivo de desenvolvimento sustentável (ODS) número 4 – educação de qualidade – são considerados modestos na comparação com os US$ 16 bilhões da saúde. 

“Para que qualquer plano de recuperação pós-pandemia seja bem-sucedido e sustentável a longo prazo, uma abordagem abrangente de investimentos em sistemas educacionais de alta qualidade, inovadores e à prova do futuro deve ser uma prioridade estratégica”, afirma o relatório “Catalisando a Educação 4.0”. 

Janela oportunidades

Para reverter esse quadro, o Fórum Econômico Mundial destaca a necessidade de focar os investimentos educacionais em três áreas-chave: adoção de novos mecanismos de avaliação; implementação de tecnologias de aprendizagem para mediar e aprofundar o conhecimento do aluno; e capacitação docente para atualização das habilidades do professor.

O relatório aponta que cada US$ 1 investido na educação 4.0 trará até US$ 5 em retornos ao longo da vida dos alunos. Um ano adicional de educação se traduzirá, em média, em ganhos entre 9% e 15% mais altos ao longo da vida. Inclusive, os retornos financeiros observados serão maiores nos países de baixa renda do que nos países mais ricos. 

Para os professores, as oportunidades devem aparecer a partir da criação de empregos. Estima-se que mais 69 milhões de docentes precisarão ser recrutados nos próximos anos para alcançar os ODS, da Organização das Nações Unidas (ONU). Além do trabalho em sala de aula, haverá, por exemplo, demanda por docentes em funções de liderança educacional. 

A mudança de rumo, entretanto, depende de um esforço conjunto. “Para concretizar esta visão, as partes interessadas de todas os setores da sociedade têm um papel a desempenhar – desde governos e agências não governamentais, até empresas, investidores e educadores, aos pais e cuidadores, bem como aos próprios alunos”, destaca o relatório. 

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