FiEH 2022: O momento da educação híbrida no Brasil

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O 1º Fórum Internacional de Educação Híbrida (FiEH) reforçou a posição da modalidade – que mescla a educação a distância (EAD) e a presencial – como principal tendência do ensino superior no mundo pós-pandemia. 

Uma prova está nos números apresentados pelo presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Celso Niskier, durante a mesa redonda “O Momento da Educação Híbrida”. O debate abriu a programação do evento, promovido pela DreamShaper em parceria com a Ânima Educação. 

No último Censo da Educação Superior, a EAD superou a presencial em número de ingressantes em instituições públicas e privadas. Para Niskier, o próximo levantamento deve colocar a educação a distância na frente da presencial também no número de matrículas.

Em 2017, menos de 20% dos estudantes consideravam estudar EAD. Em 2020, no primeiro ano da pandemia, 40% consideravam essa hipótese. Hoje, o percentual chega aos 78%. Os dados são de pesquisas realizadas pela ABMES e consultoria Educa Insights.

“É uma revolução. Isso mostra que a pandemia trouxe uma rápida conscientização sobre a EAD. Se antes a modalidade era vista como uma possibilidade remota, hoje ela é a opção majoritária na escolha de estudantes de todas as regiões do Brasil”, ressaltou Niskier. 

Entretanto, na sua maioria, os alunos não desejam um curso 100% digital. A 5º edição do Observatório da Educação Superior indica a preferência dos universitários pelo modelo híbrido.

Nesse caso, as instituições de ensino superior (IES) podem se valer de estratégias didático pedagógicas distribuídas nos quadrantes híbridos (presencial síncrono, virtual síncrono, presencial assíncrono e virtual assíncrono).

“Quando desenhamos um projeto pedagógico, devemos considerar essas quatro possibilidades. A abordagem dos quadrantes híbridos é construída para abrir nossa consciência para que possamos pensar fora da caixa”, destacou Niskier. 

Educação Híbrida na Ânima

Um dos maiores grupos educacionais do Brasil, a Ânima Educação aposta suas fichas no ensino híbrido. Seu modelo, conhecido como E2A, partiu da adoção de currículos por competências

“A hibridez combina mais com algumas concepções de currículo, como o por competência. Abandonamos o conceito de disciplina para trabalhar com o de unidade curricular (UC)”, explicou a vice-presidente acadêmica da Ânima Educação, Denise Campos, durante o FiEH. “Tratamos o conteúdo numa perspectiva conceitual, de habilidade e atitude”, disse. 

O diploma está perdendo valor na busca por uma vaga de emprego. Atualmente, o mais importante para os egressos do ensino superior é comprovar domínio de competências e habilidades socioemocionais requisitadas pelo mercado de trabalho

Por isso, a Ânima está inserindo certificações mais rápidas – no estilo dos nanodegrees – na composição do diploma. As unidades curriculares funcionam em parceria com empresas e suas atividades pedagógicas partem de casos reais. Tudo para aproximar a academia e o mercado de trabalho. 

Já o “joystick” é um projeto em fase de experimentação no grupo. A ideia é permitir que o aluno escolha em qual formato – a distância, presencial ou híbrido – deseja cursar cada unidade curricular.  “Por meio dessa personalização, ele pode escolher o que melhor se encaixa às suas necessidades. É uma forma de entendermos o que os alunos querem”, afirmou Campos.

A mediação na Educação Híbrida

Na visão do membro do Conselho Científico da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, Luciano Satlher, a centralidade da mediação é fundamental para a qualidade da educação híbrida

“A aprendizagem envolve aspectos cognitivos e afetivos que são inseparáveis e dependem da mediação do professor”, ponderou Satlher, durante sua participação da mesa redonda do FiEH.

Em meio ao avanço de plataformas independentes e meios de aprendizagem autônomos, Satlher convidou os gestores a se perguntarem o seguinte: o que constitui a essência de uma instituição de ensino superior?

“Tem gente achando, por exemplo, que somos como uma biblioteca, onde basta disponibilizar conteúdo e está tudo resolvido”, disse. “Mas o que nos diferencia como IES são os professores. Temos uma opção, que é qualificar a oferta do ensino e aprendizagem dando melhores condições para que os docentes realizem uma boa mediação junto aos alunos”, completou. 

Sobre a DreamShaper

A DreamShaper é uma EdTech especializada em Aprendizagem Baseada em Projeto que apoia Instituições de Ensino em mais de 20 países na implementação de metodologias ativas, por meio da sistematização do trabalho com projetos de forma inovadora e eficiente.

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