Os benefícios da Aprendizagem Baseada em Projeto no Ensino Superior

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Preparar os alunos para o mercado de trabalho: eis um dos principais objetivos do Ensino Superior.

Para garantir a empregabilidade dos egressos, as instituições de ensino devem oferecer uma formação completa, com base nas competências exigidas pelo século XXI. Esse conjunto de habilidades socioemocionais e de domínio prático é justamente o que propõe alcançar a Aprendizagem Baseada em Projeto (ABP ou PBL, na sigla em inglês).  

Publicado pelo Fórum Econômico Mundial a partir da percepção de 291 gestores ao redor do mundo, o relatório The Future of Jobs aponta que a revolução digital deve substituir 85 milhões de empregos e criar outros 97 milhões até 2025. É uma mudança e tanto. 

Tendo em vista esse cenário de profunda transformação, o relatório sugere as principais competências esperadas dos profissionais do futuro. Aqui vão elas: pensamento analítico e inovação, aprendizagem ativa, resolução de problemas complexos, pensamento crítico, análise, criatividade, originalidade e iniciativa. 

Mas não se engane: isso não significa que a teoria tem menos importância. Não há como um engenheiro exercer a profissão sem o conhecimento técnico das disciplinas da área das ciências exatas, por exemplo. Acontece que certas competências são pré-requisito no novo ambiente profissional, ao privilegiar formandos que, além da teoria, carregam uma larga bagagem de experiências práticas.

Adequação às reformas do ensino superior

A prova de que as Instituições de Ensino Superior (IES) estão cientes dessa realidade é que o setor também está em transformação. 

Em 2018, o Conselho Nacional de Educação (CNE) estabeleceu diretrizes que criam um currículo em sintonia com a demanda do mercado de trabalho. Agora, no mínimo 10% da carga horária total dos cursos de graduação deve ser destinada a atividades extensionistas. A chamada curricularização da extensão garante que todos os alunos tenham experiências práticas vinculadas ao mundo real antes da formatura. 

As recentes alterações nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) caminham no mesmo sentido. Para ficar no exemplo das engenharias, a atualização das DCNs da área, aprovada em 2019, dá mais valor à aprendizagem ativa e incentiva abordagens metodológicas multidisciplinares e transdisciplinares. E a formação por competências não fica de fora. Espera-se que os futuros engenheiros tenham características como inovação, empreendedorismo, cooperação e capacidade de resolução de problemas. 

No fim das contas, a curricularização da extensão e as novas DCNs dos cursos superiores no Brasil pretendem diminuir o abismo entre o que é ensinado nas universidades e o que os egressos precisam saber na rotina de suas profissões. 

Mas como fazer isso? Através da Aprendizagem Baseada em Projeto 

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Metodologia ativa em ascensão, a PBL oferece aos alunos a oportunidade de identificar problemas reais (ou simulados), de acordo com as necessidades de empresas e da comunidade, e agir de maneira ativa e colaborativa em busca de uma solução. 

A PBL é o que há de mais inovador na forma de desenvolver competências técnicas e socioemocionais – com a vantagem de viabilizar a oferta com escala e qualidade de projetos integradores e multidisciplinares, seja no ensino a distância (EAD), presencial ou híbrido. 

O aluno no centro do processo de aprendizagem

A introdução da Aprendizagem Baseada em Projetos no ensino superior – em parceria com outras metodologias ativas – faz com que os alunos tenham uma participação direta no processo de resolução de problemas. Isso ocorre através da construção de projetos que geram novas propostas de serviços e produtos. Assim, os estudantes adquirem experiência profissional e acumulam repertório, organizando um portfólio competitivo que será um diferencial na busca do primeiro emprego. 

Além de responder às determinações curriculares obrigatórias e aos desígnios do mercado de trabalho, a PBL está conectada a um novo paradigma da educação. Afinal, a discrepância em relação ao que desejam e necessitam os estudantes – principalmente os mais jovens – e o que as aulas puramente expositivas oferecem está levando ao esgotamento do modelo tradicional.

Basta olharmos para o caso do Novo Ensino Médio. A reforma veio para repaginar o Ensino Básico, tirando os alunos de uma posição passiva em sala de aula e lhes dando mais autonomia. As escolas que utilizarem a Aprendizagem Baseada em Projetos para dar conta dos Itinerários Formativos e dos Projetos de Vida são aquelas que, sem dúvida, colocarão os jovens no centro do processo de aprendizagem. E, claro, no controle das suas trajetórias. 

Se tamanha inovação curricular, pedagógica e metodológica tiver continuidade no Ensino Superior, melhor ainda. Todo mundo colherá os benefícios: instituições, alunos, comunidades e iniciativa privada. Afinal, a experiência engajadora e ativa proposta pela PBL já provou que pode promover um salto enorme em termos de aprendizagem e no desenvolvimento de características como responsabilidade, criatividade e curiosidade. 

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